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Frases do dia

Deixe de abuso, geladeira abusada!

uma geladeira abusada
Maria, reclamando que o eletrodoméstico do frio continuava apitando para indicar porta aberta. Um minutinho a mais para terminar de guardar as compras não ia atrapalhar, vai. É tipo aquela galera que buzina logo que o sinal abre. (foto)

Hoje eu durmo no colchão, você dorme no colchão
Vó Diris, em seu momento Ary Toledo. A cama da minha vó foi pro conserto. Sendo, assim, vai ter que dormir com o colchão no chão, o que eu tenho feito nos últimos tempos. Como ela roubou meu quarto, se divertiu com a ideia de perder a cama. Fazer piadas com você mesmo. Boa, vó.

“How long does it take to get there?”
Meu pai e sua frase preferida do inglês. Perceba a sonoridade do dozitaique.

Fui o homem do jogo
Meu irmão, na modesta avaliação da sua participação no jogo de futsal.

Todas as gerações dão risada da moda antiga, mas seguem religiosamente a moda atual
Minha cartomante do orkut.

sorte

– a seção frase do dia é uma mentira, uma vez que se refere ao dia de ontem –

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Acordar é mó difícil

dormindobanco

Eu tenho muito pra falar do sono. Talvez até devesse dar uma passada naqueles institutos que te enchem de eletrodos e te oferecem uma cama macia para análise – ronco com desculpa médica. Como em “entre tapas e beijos”, fico naquela de que seria muito legal passar a vida dormindo, assim como não reclamaria nem um pouco se não precisássemos ficar lá não sei quantas horas de olhos fechados. Ambas resolveriam meus conflitos.

– pausa pra alertar dos problemas de escrever sobre o sono: são tantos fatores envolvidos, que possivelmente jogarei ideias que vou lembrando. Na agonia de saber por onde começar e pra onde ir, vejo que o sono é mó brother mesmo e uma dr via instituto dos eletrodos e das camas macias poderia ser uma boa. Existe psicólogo de sono? E sinônimo?

Highlights: dormi no quartinho transformado em estúdio de ensaio numa antiga casa enquanto meu irmão fritava o John Bonham na sua bateria cor de vinho. Como esquecer daquele outro dia em que sai andando sonâmbulo pelo corredor, abri umas portas e armário e balbuciei umas palavras antes de deitar de novo? Ou aquele outro quando tentei abrir a janela, num ataque de calor noturno? Dormir falando ao telefone e ainda inventar uma desculpa idiota pra fingir que não – tô aqui olhando pro teto (tá dormindo, malandro, admite). E acordar perguntando perguntando “qual é o tom”. Ir com um tênis de cada cor pra escola também é boa.

Teve um tempo que dormir cedo era o difícil. Minha mãe me chutava às 6h30 da manhã pra ir pra escola e pronto.  Nada que um banho em estado zumbi e uma hora de mau humor não resolvessem. Ter que deitar logo quando o dia parecia mais produtivo era osso. Gostava de ter a casa silenciosa e escura, dos rangos noturnos, do computador sorrindo pra mim e do violão velho (e do sono pesado de toda a minha família, que não se incomodava com o barulho). A soneca pós video show equilibrava eventual déficit.

Agora que 8h já é madrugada e não tenho que acordar muito cedo pra nada, o problema virou – não consigo acordar cedo pra nada. E por cedo, entenda o período da manhã. O mais engraçado é o idiota aqui enganando o idiota aqui. Amanhã tenho que levantar às 10h. Passo na academia, ligo pro cara do computador, separo as roupas velhas do armário. Programo despertador pras 9h, uma hora antes do necessário, afinal, abrir os olhos e levantar é uma atitude heroica demais. E dá-lhe snooze. A partir do TRIM TRIM TRIM entro no estado de consciência 2, quando sei que preciso acordar, acho que já tô acordado, repenso a “agenda”, chego à conclusão que dá pra dormir um pouco mais e já era. E imagine isso como um ciclo que se repete continuamente e randomicamente. E diariamente. Levanto meio dia, me sentindo um idiota porque fui enganado de novo e jurando que vai ser diferente. Até por birra do “eu tenho que conseguir”.

é osso

Parágrafo inteiro pode ser dedicado às formas de (tentar) driblar minha extrema dificuldade de sair da cama. A nova é a combinação de celular, o barulho mais irritante possível, com aqueles despertadores velhos com dois sininhos, programado para a hora limite (não tem snooze), eventualmente acompanhados do recado na geladeira: me acordem às 10h. Sou profissa, converso, respondo que já tô acordado. Zeca Pagodinho pode ter umas aulas de malandragem comigo. Antes que alguém diga, aliás, não adianta colocar o produtor do barulho infernal longe da cama. Afinal, qual é o problema em levantar, desligar a parada e voltar pro aconchego do manjericão – o colchão e o travesseiro na posição perfeita? Tv que liga sozinha no último volume também dá uma força. Nada funcionou tão bem, ainda tô em busca do melhor esquema.

– mini irritando fernanda young: acordar com cócegas ou com gente puxando as cobertas.

Já falei que a claridade não incomoda? E que 14 horas de sono não impossibilitam outras 12, separadas por 8? ou 6? O negócio aqui é outro nível.

A tática de hoje mudou. Já sei que não vou acordar muito cedo amanhã (são 4h31). Só estou me convecendo de que usar esse tempo da madrugada já me livra o peso na consciência por ter dormido a manhã toda. Sacada de gênio. Você faz exatamente o que faz todos os dias, mas dessa vez tem a certeza de que virou um ser humano melhor.

Acho que não vai dar certo.

Efe, cara, foi mal, caguei pro Iron.

esse é a resposta pra esse post do efe aqui, ó

Tava numa padaria, meia noite, só no capuccino e em conversas bizarras sobre o tcc – que nunca sai – e compradores de obras de arte, quando começamos a perceber uma invasão. Foi mal, Efe, mas eles são sim cabeludos, vestem preto, alguns até com a camiseta da turnê e estavam sujos de lama. Claro, a moda no show do Iron foi ser Woodstock, levar a terra do laranjinha junto do tênis ou do pé, como você mostrou na foto, forma de lembrar daquele momento mágico. Afinal, um dos 3 shows que não poderiam perder na vida, né?

E para todos eles, depois dessa hora da estrela negra do metal/666/eu dirijo meus próprios aviões – eu TENHO um avião, sucker, nada mais apropriado do que acalmar os ânimos com um capuccino na Dona Deola. Sentar e relembrar os grandes momentos, que são sempre aqueles mesmos, mas que você presenciou pela primeira vez. Um muffin pode até prolongar o instante, se for necessário.

Caguei pro Iron. Tá certo que tem muita música divertida, tá certo que tem famílias que nasceram pra curtir esse som, tá certo que no Guitar Hero é mó legal, tá certo, eles não são um bando de idiotas. Mas é engraçado, vai. É o show do mal, os Backstreet Boys do lado negro, e S do Senna, lama, interlagos e o já tradicional sofrimento presente em shows E jogos de futebol só intensificam a parada. Pensando melhor, até pra ver Backstreet Boys você pega fila, suja o pé, sofre. Talvez tenha mais mulheres. E talvez não seja em Interlagos. Ah, o Credicard Hall também não é o lugar mais perto do mundo. Poxa, queria ter ido ver o Iron Maiden.

mentira.

Mas a questão não é gostar ou não do Iron, do avião ou de Interlagos. Essa semana ainda tem o Radiohead. E dessa vez eu vou. E vai ser a mesma merda. Veremos os indies loucos apaixonados, veremos camisas listradas, veremos Ray Ban Wayfarer, gente gritando junto e vivendo o momento da vida. Acho que vamos gostar, apesar de não nos expressarmos desses jeitos tão iuhuu. E ficaremos putos com a facada do estacionamento, o empurra empurra e a falta de um lugar decente pra comprar qualquer coisa.

redondo é rir da vida, né?

A questão, mano Efe, é que você deveria se sujeitar aos aperreios em mais situações, mesmo que elas não estejam na tríade do rock perfeito do mundo das trevas.

mas quem tá pagando de psicólogo aqui?

por fim, olha isso que legal.

Lobo-guará

Meu irmão tava fuçando em coisas guardadas aqui e encontrou uma apostila do “Projeto Vida na Terra”, iniciativa das ciências sociais e naturais que eu fiz parte. A intenção era trabalhar a conscientização ecológica com alunos de primeira série; os elementos da natureza, a vida na Terra e nosso papel fundamental na preservação do nosso planeta.

Na verdade, eu era aluno de primeira série, e essas belas últimas palavras são da professora Maria Elza (de apelido Bia), pra explicar pros pais o que andavam fazendo com os alunos da “turma da alegria”. E se esse não parece um bom nome para uma sala de colégio, saiba que eu dei sorte porque as outras duas eram “turma do arco-íris” e “ninho da alegria”. Muita criatividade. Aposto que os pais todos pulavam essas páginas de introdução do belo projeto vida na Terra para ver a criação dos seus brilhantes filhos.

Meu primeiro texto é do Lobo-guará. Demais.

“Lobo Guará

O Lobo guará quando ninguem meche com ele e inofensivo ao homem, mas se mecher com ele ele vai partir em cima de você. lobo guara e mamifero e vive em florestas limpas, ele tambem come frutos de arvores como: cereja, e muitos outros, ele quando quer comer carne gosta de preucura animais.”

Cada bicho ganhava um desenho. O do lobo não é tão legal. Esse é o canguru.

Cada bicho ganhava um desenho. O do lobo não é tão legal. Esse é o canguru.

Lucas Melo

twitter/tatuagem/periodicidade/francês/incêndio/7e7são14/googlereader/barsa/academia/baterias/mp3/bicicleta/barueri/fimdainternet

O mundo tem informações demais, ó meu deus. Esses últimoa dias eu tava meio nessa noia de achar um jeito de lidar com todas as coisas que quero fazer, ver, ler e escutar. Tá certo que não é um tema lá muito inovador e único, mas acontece. Fico até pensando que felizes eram os habitantes dos anos faz-tempo, quando meu avô ainda surfava, a escrita de farmácia era phyna e tínhamos (eles) acesso a muito menos informação. Salve a Barsa, a periodicidade mensal e a ausência dos mp3. Agora, além daqueles problemas como preciso acordar mais cedo, resolver o negócio do computador, será-que-caso-ou-compro-uma-bicleta ou quem sabe faço uma tatuagem, tem a lista sempre crescente de coisas que eu queria saber/conhecer. Vamo aí. Fazer teste de nível no francês (parte dela por telefone – complicado), ir na assistência do computador (sabia que baterias podem inflar dentro do seu notebook?), mudar de academia (um mês grátis, yes) e voltar a usar o google reader.

Tinha dado uma olhada na página uns tempos atrás, mas voltei pra ver qual era. Afinal, promete ser a resolução dos problemas e me servir com os updates de todos os sites que eu escolha. Nice, tá funcionando até agora. Criei um twitter também, agregar para viver. Essas mini entradas que aparecem ali o tempo todo foram um dos motivos do desespero “o mundo tem informações demais, ó meu deus”. Tá passando.

Legal é que de vez em quando chove, a telefônica pega fogo em Barueri, ou até meu roteador fica meio louco. Aí a magia acaba.  Não existe nada mais perturbador do que meia hora sem internet. Talvez isso 

Lucas Melo

Live Blogging

São Paulo contra Corinthians são 3 contra 1 aqui no blog. Três que decidiram não ir ao estádio e assistir juntos pela tv. Sem Galvão, mas sem Milton Leite também.

O começo foi bom: entre amendoim, balas de gengibre (muito poderosas) e Sete Belos as jogadas estavam quase dando certo. Quase gols, quase lance lindo, quase chutes. Teve uma furada do André Lima que vale a pena ver de novo, amigo da rede Globo. Aliás, André Lima é um jogador zoado, a eterna promessa, sabe? Pobre coitado.

Os manos do Mano começaram a ficar bem loucos e brincaram de açougueiros. Entrou um mano do Mano de nome Boquita. Boquita, cara, Boquita. Sério? Jura? Precisa de letra maiúscula?

Muricy jogando no sacrifício, pedra no rim. Dizem que é complicado.

Engraçado ver imagens da torcida e ficar discutindo sobre o torcedor médio. Aquele “sãopaulino” e “corintiano” existem mesmo.

No final, empate, pancadaria da arquibancada, entrevistas engraçadas no pós jogo e só. O que será que Filipe, o 1 corintiano-eu-nunca-vou-te-abandonar, achou do jogo?

ahn, e agora Tadeu Schmidt com suas piadinhas no Fantástico.

Lucas Melo

Vovó tá aqui

Minha vó tá aqui em casa. Ela é uma senhorinha de 82 anos (já teve 32) com uma vida de muitos doces, muitos filhos, agora poucos dentes (já teve 32) e paixão pelo marido. Meu avô, seu Kiki, morreu ano passado, e Dona Diris só agora resolveu sair de Minas e vir apoiar a dentadura aqui no nosso banheiro.

dando um rolê

dando um rolê em sp

Tá certo que veio pra cuidados médicos (ela curte a parada), mas já admite que se tivesse ficado lá no interiorzão ia enferrujar – “eu morri e nasci de novo”. Minha vó é uma figura, dominou meu quarto e fica se lamentando todo dia por conta disso, eu me divirto.  Passado os problemas de saúde, ela se soltou e desembestou no humor, seja o espontâneo, seja o das piadinhas rápidas. Largou a mania de relembrar aquelas histórias do tempo do colégio de freiras; era engraçado, mas nem tanto.

A nova moda é inventar mil tarefas domésticas para, na maior das piadas, pagar a estadia – “se eu não fizer nada vão me expulsar daqui”.  Hoje foi o dia de arrumar a roupa de cama, amanhã são os potes de geleia, ontem a despensa.

vovó é correria

vovó é correria

História tem de monte, vou postando aqui os novos capítulos da Dona Diris. Assina o RSS, imperdível, ela é foda. Fofa, vó, fofa.

Lucas Melo