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ar.ro.gân.cia

ar.ro.gan.te
adj m+f (lat arrogante) 1 Altivo, insolente, soberbo. 2 Brioso, corajoso, intrépido, valente. 3 Airoso, galhardo, majestoso.

Arrogante geralmente é entendido como uma ofensa pra quase todo mundo. Pras pesssoas arrogância é um defeito dos mais graves e não uma qualidade que é mal interpretada.

Como o Michaelis ai em cima pode bem mostrar, arrogância não é só sinônimo de coisas ruins (não vou mentir que fui conferir o significado de algumas dessas palavras, que nunca tinha ouvido falar na vida, mas ok, isso não vem ao caso) mas também de certas qualidades que muita gente consideraria indispensáveis a qualquer pessoa que se preze.

Dito isso, somos todos arrogantes de uma maneira ou de outra, não?

Cada um sabe aonde, quando e como rende mais. No trabalho ou em qualquer outra parte da vida. E saber disso e agir em cima disso não te torna uma pessoa ruim ou pior do que qualquer outra. Existem arrogantes e existem idiotas. Ainda acho que a maioria das pessoas não sabe diferenciar um do outro, embora existam (e em grande número) os arrogantes idiotas. Mas boto fé nas minhas próprias estatísticas, segundo as quais o número de idiotas ultrapassa qualquer outra categorização individual existente ou que será inventada em algum e qualquer futuro próximo. Para comprovar isso é só olhar pro seu lado. Se não tiver nenhum imbecil do seu lado é porque: 1. você está sozinho ou 2. você tem sorte, muita sorte.

Conheço pessoas bem arrogantes e que não são más nem idiotas por isso. São só pessoas que sabem da sua capacidade e sabem dela comparada com a das outras pessoas, razão pela qual a soberba se torna mais clara e óbvia. Ninguém é melhor pessoa que ninguém. Mas alguns são melhores em algumas coisas que outras. Ué, a vida é assim. Get over it, sabe?

Como diz aquele chavão tosco, o primeiro passo é admitir. Assumir sua própria arrogância é um passo importante para uma melhor compreensão das relações. E como todo mundo sabe, a dinâmica das relações é tudo nessa vida. Porque os arrogantes sabem os limites de si mesmos. Sabem dizer chega quando essa hora está na porta. Saber como fazer melhor mas também saber quando alguém pode te ensinar alguma coisa.

O problema disso tudo são as expectativas que esse saber traz junto. Expectativas que somente um idiota poderia pensar que serão um dia completadas.

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Sobre sorrisos grátis

Mais uma visita surpresa ao hospital. Não é nada grave, ninguém morreu e nada aconteceu. É só pra explicar como todo esse pensamento surgiu. Hospitais são lugares engraçados. Eles colocam grandes placas dizendo que acompanhantes não podem permanecer junto dos pacientes e blablabla. Mas em dias como esse, domingo de noite com pouca gente, tudo é permitido. Onde antes eu não poderia pisar agora eu posso até sapatear se assim eu quiser e souber.

Ok. Isso não vem ao caso. A questão é que estava lá ocupando uma cadeira/maca quando chega um casal com uma filhinha doente, chorando e com cara de resfriada. Óóóuuunnn, tadinha dela. Sim, eu pensei isso. Vendo que não tinham duas cadeiras juntas, levantei, coloquei meu melhor sorriso de simpatia e disse que eles podiam sentar juntos ali.

Os dois agradeceram e sentaram com a menininha, que chorou e fez o diabo pra tomar umas gotinhas na boca (grow up, né?!). Na saída, a mulher levantou e disse um “muito obrigado” sorridente, feliz e sincero. Tudo isso em retribuição ao meu gesto gentil e ao meu sorriso gratuito.

Claro que essa é uma situação que muita gente passa diariamente, ao dar o assento pra velhinha no metro ou no ônibus, ou sei la em qual situação. Mas a questão aqui é que fiquei pensando que sorrir mais pras pessoas alheias faz bem. Não preciso andar sempre com uma cara de mal humor, embora isso possa funcionar muito bem como um charme pessoal. Ser simpático, sorrir, fazer mini boas ações podem te fazer bem. Fazem bem pros outros e te fazem bem, então porque não fazer mais?

Claro que isso é um paradoxo muito louco. Porque é muito mais fácil ser simpático e distribuir sorrisos grátis pra desconhecidos, tipo o casal + filhinha do hospital do que fingir um sorriso praquela colega de trabalho idiota e imbecil, ou o segurança do prédio que se acha no direito de barrar pessoas por falta de um cartão estúpido ou pessoas desse tipo, que dominam essa terra bizarra.

Mas ao mesmo tempo que é mais fácil ser legal com desconhecidos na teoria, criar de fato essa conexão mínima (já que são seus músculos da face fazendo o mínimo esforço) é muito difícil. Falta vontade, falta empatia, falta alguma coisa pra isso se tornar um hábito.

Talvez esteja na hora de quebrar essa barreira. Sorrir mais. Essa é a nova missão. Reporto resultados depois de um tempo.

É carnaval!

Domingo de carnaval. Como não tá passando Across The Universe na HBO e no Telecine Onde Os Fracos Não Têm Vez é dublado, estou vendo o pré-Oscar e o começo dos desfiles das escolas de samba na Sapucaí (insira som de pandeiro aqui). E fiquei com muita pena do Cléber Machado. Poxa, coitado do cara, de verdade. Tipo que esse domingo é um dos poucos do ano que não tem um jogo de futebol pra ele narrar, dia de curtir a casa, a esposa, a amante, os filhos, sei lá o que ele faz pra se divertir, mas não…. mandam o cara pra narrar Carnaval!

NARRAR! Primeiro: narração de Carnaval? É brincadeira de muito mal-gosto… E ele está tipo pendurado numa redoma de vidro, uma cabine super moderna, mas que deve balançar mais que vara verde, acima das passistas, das mulatas semi-nuas e da bateria. Ele e uma mina dos esportes da Globo também. 

E ele não tá com uma cara muito boa… mas também, quem estaria né? Nem pra por ele pra narrar o carnaval de São Paulo sei lá. Ainda teve que ir pro Rio … Pô, Globo, deixa o Clebão em paz. Ainda espero ansiosamente pelo dia do reencontro de Cléber Machado e Casagrande-eu-não-cheiro-mais nas grandes e hilárias transmissões futebolísticas de domingo a tarde. Mas o Casa nunca volta… Tenho fé! 

Mas pra não falar que desfile de escola de samba é uma merda e tal, eu gosto é das baterias. Acho as paradinhas e a parte do recuo a coisa mais legal. Existem estratégias pra entrar no recuo, coreografias e o cacete! É nessa hora que o Cléber podia fazer o nome e narrar com emoção a hora do recuo. “Olha o que ele fez! Olha o que ele fez! Ele andou pra trás tocando o bumbo e passando a mão na bunda da morena! Uhu! Isso é carnaval, minha gente!”… Vai que é sua, Cléber, se consagra!

A outra opção na TV é ver o Oscar na TNT com a sempre espetacular idiota transmissão do Rubens Ewald Filho. E esse ano com a adição da Chris Nicklas (ou ela já foi nos anos anteriores? Sei lá…). Isso também promete, viu!? Junte isso com a apresentação do Hugh Jackman e esse Oscar tem tudo pra ser simplesmente joia (sem acento). Tinha lido rumores que ele talvez dance na festa! Fuck that shit! 

Wolverine, fica de boa! eu gritaria se estivesse por lá.

E eu juro que não sabia onde a Chris Nicklas tinha se metido. (nem ela, nem a Sabrina, lembra? Da época em que as VJs da MTV eram gostosas de verdade e não menininhas ou idiotas com o nome de Dani Calabresa) … E agora os dois estão comentando os vestidos do tapete vermelho… os comentários do Rubens são simplesmente geniais. Geniais. 

Eu não vi quase nada dos filmes do Oscar. As vezes me sinto mal, poxa, deveria ter visto mais, afinal é meio que meu ramo de interesse e tal, mas quer saber? Eu não to nem ai mesmo. Até porque ir no cinema se torna cada vez mais uma tarefa muito árdua. Hoje eu fui lá… e eu sou muito chato ou eu sempre sento do lado da pessoas mais idiota da sala. Dessa vez era um carioca com uma namorada. Ele batucava e gritava BUM! tentando adivinhar o momento que a bomba do Tom Cruise ia explodir pra tentar matar o Hitler. Fuck. Fuck. 

Quem fala BUM! só pode ser idiota. Só pode. 

Texto: F. Garrido

Ao som de Narrow Stairs (Death Cab For Cutie)

Cabelo alheio não, valeu!

Qual o problema das pessoas nas aglomerações sociais? Sério, o que acontece em shows por exemplo? Acho difícil abstrair ou relevar os idiotas, não importa o quão apertado ou pequeno o lugar em questão seja.

Então quer dizer que algumas pessoas acham simplesmente normal perder qualquer senso de comunhão social para chegar atrasado na parada e querer ficar lá na frente, onde pessoas não são mais pessoas e sim grandes sardinhas, espremidas num ambiente composto basicamente de fumaça tóxica, suor e cerveja derramada? Nice, assim vamos caminhar para um lugar melhor mesmo, viu!?

Mas observar as pessoas em shows é algo realmente curioso. Tem sempre um casal se pegando loucamente, os caras que vão em bando pra fazer sei lá o que, o idiota que grita ironicamente a cada fim de música, a idiota que grita insanamente a cada fim de música e por ai vai.

Mas o mais irritante não é isso e sim o constante vai-e-vem de pessoas querendo ocupar um espaço que alguém já provou por A + B que é fisicamente impossível de ser ocupado, pelo menos naquele instante do tempo-espaço. Além de perder o senso social, as pessoas perdem qualquer senso de física que eles tenham aprendido na sua educação. É bem chocante.

Depois a intolerância para com as pessoas é mal-vista nos grupos sociais. Mas como ser tolerante num ambiente assim? Ou será que é uma necessidade humana dar passos pra trás de vez em quando na evolução animal para se sentir melhor consigo mesmo, mais na vibe do show? Eu sei lá. Chocante continua sendo a palavra que pra mim melhor define esse tipo de coisa.

É muito masoquismo mesmo. Pagar pra sofrer esse tipo de coisa.

“Ah, que fresco, vai se fuder” alguém pode pensar. OK. Respeito as pessoas que gostam de ficar roçando em braços suados e tal, mas eu não sou lá muito fã dessa parada de multidões ensandecidas, por isso, já que é pra pagar x, então prefiro pagar 1.5x pra pelo menos não ter que ficar caçando na minha nuca o cabelo da vadia do maldito casal louco que ficava se pegando e fazendo movimentos pélvicos epiléticos, dando cabeladas dignas de comercial de shampoo na pessoa da frente… sim, isso acontece… e não, não é legal.

apertapertaperta

apertapertaperta

Texto: F. Garrido   / Desenho: Lucas F.

Ao som de Book Of Shadows (Zakk Wylde)