Category Archives: Lucas Melo

top de 4 “já vai”

Postar pra dizer que não posta é trambique.

Coisa de gente que quer enganar. E ganhar um tempinho.

Mas essa bagaça aqui pode ser assinada por qualquer um de nós.

quem sabe logo mais?

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especialista

Tá rindo do que, Dimitri?
meu, uns malucos fazendo uma dancinha polonesa, olha a viagem
gênio

Dimitri, cara, tô fazendo um texto só sobre danças polonesas,  topa ajudar?
meu, fácil. que que você precisa? vou dar uma pesquisada
beleza, a gente conversa

dança polonesa no Credicard Hall? Chama o Dimitri pra entrevistar os caras, né.
Pode crer. A cara dele

Chora, Dimitri, seus amigos agora te marcaram oficialmente como conhecedor da dança polonesa. É assim, você até acha divertido, viu uns vídeos no youtube e correu atrás de mais informações sobre o Pelé do sapateado polonês. Um pouco mais fundo, saberia até nomear um Pelé e um Garrincha da dança. E só. Nada mais do que uma bobeira de umas noites insones. Mas esses pontos já te qualificam, pelo menos pros seus amigos, como especialista. Não duvide se daqui a uns anos seu trampo seja rodar o mundo e fazer resenhas de espetáculos poloneses.

Não é lá muito fácil controlar certas impressões. E muitas vezes são elas que definem os rumos das coisas. E aí, meio sem querer, de tanto a impressão martelar, você acaba cedendo e comprando aquela ideia pra si. O cara que é chamado para falar em todos os lugares sobre programas de tv, pode nunca ter se colocado como especialista em nada, quem sabe até pensasse ser melhor em qualquer outra coisa. De tanto insistirem, compra a ideia e fica eternamente pensando naquela outra opção que apostava mais no começo, não com arrependimento, mas com curiosidade de enxergar o outro caminho onde, quem sabe, seria mais bem sucedido.

Perceber que agora carrega um título de alguma coisa é confuso. Sempre achei que os músicos fodões soubessem tudo de harmonia, lembrassem de cada ano da vida de cada um dos Beatles, escolhessem metodicamente cada trecho das suas composições, tomassem decisões a cada segundo e estivessem seguros de sua arte. E agora vem dizer que com aquele vídeo meu tocando trombone no iphone virei o fenômeno da música? Símbolo da nova geração, retrato da inquietude da geração plugada? Aquele silêncio entre o refrão e o que seria o segundo verso – falando assim até parece programado – foi culpa do SMS que chegou bem na hora e me confundiu. Não estou pronto pra ser esse fenômeno, nem sei se quero, nem sei se mereço. Fiz de zoeira, acho que sou melhor na arquitetura, na real, que é o que tô estudando.

Como um fenômeno musical da geração plugada deve se comportar? Ao redor, todos já parecem estar conformados com isso, mas eu aqui ainda luto pra descobrir como é que se faz. E eles vêm exatamente como eu imaginaria que viessem se eu de fato fosse ˜o novo alguma coisa˜. Talvez eu até o seja. Talvez meus acordes desencontrados até tenham algum significado. Não acho que sou uma farsa, mas uma parte ali veio na cagada. Eu nem esperava nada disso. A revelação do trombone de iphone nunca viu nem um saxofone de perto, e o iphone era emprestado.

Enquanto isso, o cara da chuva continua falando de chuva, o cara da ecologia defende uma teoria duvidosa, o cara dos games cobre a feira gringa e o Dimitri termina a primeira aula de dança polonesa contemporânea. Deve ser assim mesmo, acho que sou o cara da música revolucionária, só pensei que fosse ser de outro jeito.

Dona Diris e a dentadura em “Ih, cadê minha dentadura?”

e Dona Diris continua rendendo.

o queijo

meu pai entrou há um tempo na vibe de estudar a história de são paulo. Começou juntando umas fotografias, comprou uns livros, foi até a estação de trem de Paranapiacaba algumas vezes. Contava pra todo mundo, estudava. Depois, trouxe pra São Paulo mesmo, nos finais de semana em que não iam pra Ibiúna, escolhia um programa desses de turismo revival aqui em São Paulo.  Duas semanas atrás, tava lá no mosteiro de São Bento, que abriu umas áreas meio secretas para visitação.

eu, parte terapia, acabo nunca indo, embora ache que devesse.

Nessa semana do queijo, ele foi ao mercado municipal com minha mãe, minha vó e meu irmão. Deram um rolê gigante, comeram por lá, ficaram estressados com a fila das barracas e me ligaram pra saber se queria comida. Meu pai fez duas compras principais: um pacote de castanhas de caju, que ele adora, e um queijo gigante. Sabe aquelas peças enormes, pesadas e caras que ficam junto com os acepipes no bar? Você arranca um pedaço por cima, quase cavando. Trouxe todo feliz o queijo fedorento, já com a “tampa” aberta e até uma cordinha instalada pra facilitar a abertura. Tava mó animado com o queijo, que virou gozação. Meu irmão pegou a faca pra escrever a data (estamos confiantes que vai demorar pra acabar) e minha mãe fez piadinhas com o preço. É tipo a lixeira milionária que ele comprou e depois desistiu.

fato é que o queijo tá lá perto da área de serviço, do lado da geladeira, fedendo e rendendo piada. Mas é mó gostoso.

Do outro lado da cozinha fica a máquina de café. Eles acabaram de comprar mais cápsulas de nespresso. Meu pai foi até a loja pela primeira vez, e se atrapalhou lá entre os vários blends disponíveis, sem saber direito o que gosta. Meu irmão ficou se gabando que salvou a compra, porque só ele sabia o cpf da minha mãe para resgatar o cadastro. “Pra que cadastro, se eles não me dão nenhum benefício?””a livraria cultura pede cadastro, mas me dão descontos a cada 100 reais que gasto”. Trouxeram blends variados, um pouco de cada. Estabelecemos que vamos, a partir de agora, deixar um caderninho do lado da máquina de café para registrar as impressões de cada um e descobrir do que a gente gosta mais.

Eu, que sempre gostei mais de coca cola, já disse que prefiro os mais torrados. mas vou continuar anotando no caderninho.

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eu e a bruna andamos conversando sobre queijo por email.

mudei um pouco o que escrevi e trouxe pra cá.

tempão

Ele passou a mão na minha bunda, tô puta.

E não é eu-lírico feminino, é uma citação sem aspas.

O cara tava bêbado, foi tomado por seus hormônios e quis ver melhor aquela tatuagem na coxa. Opa, peguei na bunda. E não é um eu-lírico breaco, é uma nota mental hipotética.

bullshit

O que vale é que o cara passou a ser amaldiçoado na nossa mesa. Balança pra cá, balança pra lá, caiu.

Mas tratar esse “caiu” só como “caiu” é uma maldade. O tempo também tem das suas sacanagens, e sabe muito bem se esticar quando é preciso. Ouvi o primeiro barulho, início da queda. Virei a cabeça pra ver. A partir daí, dá pra contar em uns 5 minutos aqueles 2 segundos e meio que vieram depois.

Ele começou tombando em cima da pilha de cadeiras. Vi a última da fila, parecia que iam cair em efeito dominó. Escorregou por elas, não caíram. O amigo do lado tentava evitar o que já estava acontecendo. Continuou rumo ao chão, bateu a parte do lado do corpo no asfalto molhado e em declive. Bateu o cotovelo. Bateu o copo de cerveja. Uma onda de choque que percorreu todo o seu braço. Deu a escorregadinha matadora. Uau.

Fora o senso de justiça,  vingou a mina que teve a bunda tocada, o tempo tem predileção por quedas. Lembro bem quando costuma jogar bola naquela quadrinha toda pintada de verde no meu prédio. A chuva não podia estragar o gol a gol, diz aí. Mas quadras molhadas são a certeza daqueles hematomas que só servem pra mãe dizer um “eu não disse, menino?”. Continuamos a jogar, como em outras tantas vezes. Uma hora, a bola já tava escapando para o lado do adversário, mas confiei na minha velocidade para correr e chutar antes do meio do campo. Cheguei, cara. Ainda na corrida, apoiei o pé esquerdo, que resolveu não parar. Plim, eu já sabia que ia cair.

Plim, sabia que ia cair, vi meu pé esquerdo voar  pela frente do direito. Passou vazado e deixou meu corpo paralelo ao chão. Tive meu momento ACME, parado no ar, de lado, gente olhando com cara de “deu merda”. A trilha sonora fez aquela gracinha, avisando que eu estava preparado para cair. Pronto, bati de lado no chão molhado, um joelho contra o outro. Minha mãe gritou “eu não disse, menino?”.

Procura aí em outro blog, deve ter essa história sob o ponto de vista do cara que tava assistindo ao jogo. Rir do tombo dos outros é mais divertido.

quasefilme.com

Post pago. Por nós mesmos. Eu e o F. Garrido estamos no final do nosso trabalho de conclusão. E parte já está no ar.

juliana

Quasefilme é uma série de pequenos documentários sobre pessoas, como perfis de personagens. Vamos dar espaço para que cada um conte as histórias que tem, discuta sobre si mesmo e mostre que sua vida daria um filme. Se você assistindo perder a paciência no primeiro minuto, não for com a cara de alguém ou achar que já viu o suficiente, sinta-se a vontade para pular pro próximo, e pro próximo, e pro próximo. Afinal, se todos nós temos histórias legais, por que perder tanto tempo com uma pessoa só, né?

Ou então passe no blog, assista material extra, acompanhe como estão as gravações via twitter e veja a galeria de fotos no flickr. Se não souber se clica aqui ou ali, brincar com as tags tipo “fãs do beatles”, “modelos”, “carecas” e “magrelas” podem te indicar alguém interessante.

Por enquanto, esse mundo encantado (not) ainda não está disponível. Mas subimos, com algum esforço, uma versão promo do site; já dá pra sentir o drama.

Flickr, blog e twitter (segue aí, vai) também estão funcionando.

Nosso primeiro personagem é a Renata Arcoverde, a Rebiscoito. Ele contou do relacionamento dela com pessoas desconhecidas, mostrou como funciona seu sistema de bilhetes para estranhos e até se embananou.

Temos também o Felipe Torretta, que oscila entre modelo, designer, administrador e namorado, entre São Paulo, Paris e Nova York. E quem sabe Milão.

Juliana Boscardin, que chamou o garçom de burro e paga de independente, apesar de morar com a vó.

luciano

O Luciano Cury, com vontade de construir casa na África e discutindo a inutilidade de sua profissão.

Além do aeromoço/vendedor de tintas/músico/viciado em playstation e mais uma galera que pretendemos encontrar. Quanto mais gente, mais legal. Por enquanto, vamos com calma.

Passa lá pra dar uma olhada. E sugestões são muito bem vindas.

do apagão:

Do apagão:

1 – incrível que, por mais que tivesse potencial para isso, o trânsito na região da paulista não virou uma selva de carros. O pessoal tava parando para pedestre atravessar, inclusive.

2 – Meu celularzinho, que não tem t9, não tem câmera, não tem mms, não tem graça (ah, vai, o relógio falante até que é legal), TEM lanterna, o que valeu mais do que mil velas.

3 – a varanda da minha casa nunca pareceu um lugar tão legal para tirar fotos, ainda mais com o Palmeiras iluminado de um azul que não sei de onde vinha.

4 – prédio com luz de emergência funcionando na escada é uma maravilha. Parabéns, síndico.

5 – CBN viveu seus momentos de glória. Foi engraçado ver repórter que já estava em casa passando as informações: “olha, aqui na vila romana não tem luz. Como moro no 14o andar, dá pra ver que os bairros próximos também estão no escuro. Além disso, minha mãe ligou de Piracicaba e informou que o apagão atinge a cidade inteira”.

6 – Todo mundo resolveu passear com o cachorro?