nada não…

Rir é um assunto recorrente por aqui. Embora seja geralmente o cara quieto e reservado que raramente exterioriza as paradas internas, vou deixar isso de lado e dizer que poucas coisas me fazem pensar e refletir tanto sobre alguma relação quanto as risadas.

Se fazer rir é difícil e uma meta sempre a ser alcançada na minha relação com as outras pessoas, me fazer rir é ainda mais difícil. Não porque eu seja exigente nem nada do tipo, mas que não existem tantas coisas realmente engraçadas por ai. Senso de humor peculiar é uma característica que atrai tanto quanto repele. Não é todo mundo que vai rir daquela minha piada com a menina estranha da faculdade, assim como não serei eu que vou rir da sua piada do português, do americano e do japonês no avião, foi mal, isso é só idiota.

Rá! Eu riria dessa frase, se alguém a falasse na minha frente pra você.

Mas enfim, eu gosto das pessoas que estão a minha volta porque elas me fazem rir. É tipo um pré-requisito. Sim, de certa forma, isso é uma maneira egoísta e mini arrogante de ver as pessoas, o mundo e as relações, mas todos somos assim em algum nível, não? A tentativa de baixar esses “parâmetros de qualidade” pode ser algo bom em um futuro próximo, em um futuro mais maduro, mais bem resolvido (e espero, ainda bem-humorado), mas por enquanto, enquanto esse futuro é somente um futuro e não um presente, eu continuo a usar esses filtros. E eles funcionam.

E é bom quando as risadas não são só minhas. Risadas simultâneas, cara. Melhor que rir sozinho ou fazer outro rir é dar risada com alguém. É reconfortante. Rir e ver alguém rindo junto é tipo um guilty pleasure no sentido que sempre me lembra propagandas felizes, com pessoas felizes em momentos felizes. E aquele mini momento é a coisa mais efêmera do mundo talvez mas eu curto as mini alegrias dos dias.

E essas paradas eu acabo lembrando em vários momentos, cuja consequência é um sorriso, que muitas vezes saem em momentos nada propícios, que por sua vez, levam a sempre insistente pergunta “o que foi?”. Cuja resposta, na minha maneira calada de ser, invariavelmente é o bom e velho “nada não”.

E daí eu sorrio de novo. Geralmente pensando naquela risada simultânea.

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3 responses to “nada não…

  1. a tag “o que faz você feliz?” é interessante

    em alguns momentos da vida a gente para e pensa nas pequenas coisas que fazem a gente feliz. acho positiva essa vibe cara, valorização desses momentos é sempre uma maneira de apreciar o que a gente tem, né? bonito…

    2010 é o ano do amor éfe-love…

  2. “… uma daquelas felizes coincidências em que o mundo quer olhar e ser olhado no mesmíssimo instante (…) estas coisas acontecem quando menos se espera”

    Epifania… aqui, com um filminho desses momentos correndo pela mente, e um risinho esboçado no rosto que, concentrado, lê. É teu dom me proporcionar estes risos coincidentes, ou simultâneos… como preferir.

    E agora eu tomaria um vanilla no vanilla =)

  3. Siiim, por um mundo mais feliz :)
    E toda vez eu lembro da sua frase que adotei como filosofia pra mim: “Fazer rir é muito mais difícil que fazer chorar…”
    É o que mais busco, que adoro fazer e receber, sorrisos, risos, gargalhadas…

    :D

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