Monthly Archives: November 2009

texto tosco sobre especiais de jogos de luta

Eu tenho inveja das pessoas que estão sempre de bem com a vida. Sempre de bom humor, que topam todas, que estão sempre rodeadas de pessoas, que riem da vida e coisa e tal. O meu bom humor é tipo aquela barrinha de especial dos jogos de luta. Ela carrega, eu aperto a combinação de botões e fico de bom humor por um período de tempo, até a barrinha acabar. E devo dizer que pra ela encher de novo, cara, não é fácil.

Fora que durante o período de atividade da barrinha eu me sinto bem, mas quando ela acaba, me sinto idiota, quase hipócrita com aqueles bons momentos de humor legal, como se aquilo tudo fosse uma grande máscara, um grande mecanismo de defesa estúpido e irreal.

O que na verdade talvez seja a realidade de fato. Mas ao mesmo tempo, fico com um semi mini-pride de mim mesmo porque não curtir tanto as bads como tempos atrás. Ainda sou o cara que mia os rolês e tudo mais, mas com uma frequência muito menor do que antes. Até deixei de lado a minha vibe “não quero e não gosto de viajar”, olha só, que progresso.

Eu gosto de cada dia mais aprender a deixar as coisas pra lá. Cada dia que passa fico mais seletivo com tudo. Caminhar no lado mais frio das relações é outro mecanismo de defesa eficiente. Mas me parece uma boa alternativa no momento. Então, nem fico mais estressado com algumas coisas, nem fico mais fritando a cabeça com coisas que acontecem, nem penso tanto mais nas consequências dos atos quanto antes. A racionalização finalmente parece que deu um tempo por aqui.

A não ser quando a barrinha acaba. Porque dai, amigo, é osso. To tentando aprender a carregar tudo mais rápido e dar um especial melhor. Veremos no que dá.

quasefilme.com

Post pago. Por nós mesmos. Eu e o F. Garrido estamos no final do nosso trabalho de conclusão. E parte já está no ar.

juliana

Quasefilme é uma série de pequenos documentários sobre pessoas, como perfis de personagens. Vamos dar espaço para que cada um conte as histórias que tem, discuta sobre si mesmo e mostre que sua vida daria um filme. Se você assistindo perder a paciência no primeiro minuto, não for com a cara de alguém ou achar que já viu o suficiente, sinta-se a vontade para pular pro próximo, e pro próximo, e pro próximo. Afinal, se todos nós temos histórias legais, por que perder tanto tempo com uma pessoa só, né?

Ou então passe no blog, assista material extra, acompanhe como estão as gravações via twitter e veja a galeria de fotos no flickr. Se não souber se clica aqui ou ali, brincar com as tags tipo “fãs do beatles”, “modelos”, “carecas” e “magrelas” podem te indicar alguém interessante.

Por enquanto, esse mundo encantado (not) ainda não está disponível. Mas subimos, com algum esforço, uma versão promo do site; já dá pra sentir o drama.

Flickr, blog e twitter (segue aí, vai) também estão funcionando.

Nosso primeiro personagem é a Renata Arcoverde, a Rebiscoito. Ele contou do relacionamento dela com pessoas desconhecidas, mostrou como funciona seu sistema de bilhetes para estranhos e até se embananou.

Temos também o Felipe Torretta, que oscila entre modelo, designer, administrador e namorado, entre São Paulo, Paris e Nova York. E quem sabe Milão.

Juliana Boscardin, que chamou o garçom de burro e paga de independente, apesar de morar com a vó.

luciano

O Luciano Cury, com vontade de construir casa na África e discutindo a inutilidade de sua profissão.

Além do aeromoço/vendedor de tintas/músico/viciado em playstation e mais uma galera que pretendemos encontrar. Quanto mais gente, mais legal. Por enquanto, vamos com calma.

Passa lá pra dar uma olhada. E sugestões são muito bem vindas.

do apagão:

Do apagão:

1 – incrível que, por mais que tivesse potencial para isso, o trânsito na região da paulista não virou uma selva de carros. O pessoal tava parando para pedestre atravessar, inclusive.

2 – Meu celularzinho, que não tem t9, não tem câmera, não tem mms, não tem graça (ah, vai, o relógio falante até que é legal), TEM lanterna, o que valeu mais do que mil velas.

3 – a varanda da minha casa nunca pareceu um lugar tão legal para tirar fotos, ainda mais com o Palmeiras iluminado de um azul que não sei de onde vinha.

4 – prédio com luz de emergência funcionando na escada é uma maravilha. Parabéns, síndico.

5 – CBN viveu seus momentos de glória. Foi engraçado ver repórter que já estava em casa passando as informações: “olha, aqui na vila romana não tem luz. Como moro no 14o andar, dá pra ver que os bairros próximos também estão no escuro. Além disso, minha mãe ligou de Piracicaba e informou que o apagão atinge a cidade inteira”.

6 – Todo mundo resolveu passear com o cachorro?