A maldição de nomear.

Bráulios, Floras, Pieras, Lailas e Mários que sofram com as piadas e explicações que devem o tempo todo por exibir por aí um nome desses. Já Lucas, olha só, não tem versão feminina, o que é um adianto quando você está no colégio, não tem plural, não rima com nada vergonhoso e todo mundo entende de primeira. Se bem que, com minha dicção não tão excelente, de tempos em tempos escuto um “o que, Douglas?”. Isso esquecendo os dias em que minha voz oscilava mais do que hoje e de vez em quando rolava um “o que, Lúcia?”. Osso. Mas, no geral, o nome Lucas foi só alegrias.

Essas questões, claro, são tudo o que as mães e os pais não pensam enquanto passeiam pelo livros dos nomes. Por experiência de vida, posso dizer que lá em 1987, Lucas bombava. Todo bebê tinha cara bíblica de Lucas. Resultado disso é atravessar a escola como Lucas Melo, pra diferenciar dos outros 15 que estavam na mesma sala (o carma segue aqui no blog). Tudo bem, nenhum problema. Parece que rola mesmo essa história de tendência de nomes, que alterna os Washingtons, Pedros Ricardos e Júllias Anas Claras com Pedros, Anas e Joãos. Se dei bem.

Pobre é aquela companhia de telefonia AEIOU. E seu brilhante simulador de gastos FALAMAISÔMETRO. Ou a empresa de aviação que fez um concurso para eleger o seu nome – nada como jogar o trampo na mão dos outros – e adotou AZUL, vencedor do embate final com SAMBA, a outra opção. O programa de créditos é o Tudo Azul, em mais uma sacada de criatividade. Se pais, com o carinho que têm pelos filhos, já criam as aberrações que encontramos por aí, o que esperar da galera dando nomes aos projetos, filmes e empresas que colocam no mundo?

Voltando ao assunto TCC, que de vez em quando dá o ar da graça aqui no blog, seria muito bom decidir logo um nome da coisa.  Palavras em inglês, trocadalhos, citações, trechos de música, compilação aleatória de letras, escolha da audiência. Rodo, rodo e não chego a lugar algum. Difícil. Não quero ser pai de Mário, Laila, Piera, Flora ou Bráulio. Nem a pau.

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2 responses to “A maldição de nomear.

  1. Antes de achar o nome tem que ter o objeto pra ser nomeado… não?

  2. Querido Lucas M.

    fico feliz que você nunca tenha tido problemas [graves] com seu nome. Eu acho que também nunca tive. Gosto do meu nome apesar de achar a versão dele masculina, muito mais bonita. Se você me disser: tenho que te apresentar um amigo chamado Renato, eu vou imaginar um cara bonito. Já, se disser que vai me apresentar uma amiga chamada Renata, vou imagina-la como uma pessoa normal, que é apensas minha chará.

    Sobre o nome do seu TCC, confio em você Lucãos! Certeza que vai escolher um nome massa, to só esperando pra vc me contar qual vai ser! [pressããão!]

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