Um texto pobre e que não acrescenta nada

Eu vou escrever um texto ruim. Claro, tá aqui na manga. Nas últimas horas tive que criar, no susto e com sono, páginas inteiras sobre os problemas do trânsito e as razões de sucesso do Google, mesmo sem ter lá muita certeza de um ou de outro, então, experiência não me falta para produzir mais uma besteira qualquer. Nada como aprender a esticar pequenas ideias, que nem foi você que teve, para grandes espaços e dizer a mesma coisa uma porção de vezes.

Preciso escolher um assunto. Nobel da economia, gripe suína, Barichello nervosinho ou futebol. A primeira página da uol já serve de inspiração para a minha qualquer porcaria. Pensando melhor, qualquer porcaria serve de inspiração para a minha qualquer porcaria. No caminho de casa mesmo vi uma placa de um produto matador de formigas e cupins com o nome “arraze”. Poderia inventar uma filosofia barata a respeito da diminuição do valor da vida dos pequenos insetos, da minha falta de sorte por não conseguir fotografar na hora e as implicações da palavra arrasar no humor das pessoas. Fora o “faça a sua prórpria reforma ortográfica – versão marketing efetivo”.

Isso seria fácil. Devo, talvez, me esforçar mais para deixar o negócio ainda pior. Se eu juntar devaneios e pensamentos desconexos, é possível que chegue perto do pseudo cult. Vai ter gente até que pode achar bom, sabe-se lá, descobrir enigmas da vida em palavras soltas. Ou a total falta de nexo, tipo o nx zero, cria a possibilidade de existirem as soluções desses enigmas e, assim, o texto ganha algum sentido ou importância.

Para que tentar falar de coisas profundas? Outro dia discutindo sobre a arte de escrever hits de sucesso mundial, percebemos que “você pode ficar embaixo do meu guarda chuva” e “só dance, vai ficar tudo bem, da da doo-doo-mmm ” não são grandes problemas da humanidade resumidos metaforicamente (ou alguém explica porque eu me perdi no meio). O negócio é rimar, mesmo que verbos no infinitivo eu usar ou forçar a barra e usar palavras que não rimam logo de cara. E assim, o texto ruim, tão destruidor quanto cupim, vai sair sem muita dor, ocupando o número de caracteres que for (necessário). Pronto.

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3 responses to “Um texto pobre e que não acrescenta nada

  1. qual o problema de “que necessário for”?

  2. é, não tive essa brilhante ideia na hora cara, desculpa.

  3. você tem mesmo vocação para ser idiota. pessoas assim deveriam ser exiladas no inferno, e eu riria ao ver você ser queimado. RÁ RÁ RÁ. totalmente pseudocult, isso é coisa para gente que não tem absolutamente nada o que fazer e que para completar a vidinha infeliz, se faz de cult. isso é coisa de KESSY!

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