Monthly Archives: April 2009

Simples palavras?

Palavras machucam, mas nem todo mundo parece perceber isso as vezes. Parafraseando o Thom Yorke, aquele moço da dança genial:

words are blunt instruments / words are sawn off shotguns

Embora ache que tudo dependa do receptor, algumas palavras consideradas “feias” por todo mundo nem atingem o âmago do nosso ser de tanto que são usadas, tipo um hit musical que toca demais na rádio e você acaba por enjoar dele.

“Filho da puta” (que são três palavras, eu sei, mas vale como expressão, vai…) é um desses exemplos. Todos ouvimos “filho da puta” desde quando temos sei lá, 7 ou 8 anos? Talvez menos? É sussa ouvir, é sussa falar. Mesmo que já tenha visto pessoas saindo na mão por causa desse xingamento tão superestimado.

Por outro lado, existem palavras em especial que machucam muito mais quando ditas diretamente pra você. Palavras essas nem tão usadas no dia-a-dia. Que não aparecem nos top 10 dos hits. São aquelas que te fazem realmente pensar sobre si mesmo.

Por exemplo: “estúpido”. Outro dia vi na TV o Flávio Gomes falando que no inglês “stupid” nem tem a conotação grosseira quanto o “estúpido” tem por aqui. Mas como vivo aqui e não na Inglaterra, “estúpido” machuca. Além de soar de maneira idiota aos ouvidos.

Outro caso é “patético”. Você é patético! Alguém já disse isso pra você? É osso. É foda. É forte demais.

Nunca briguei com ninguém na vida, de sair na porrada e tudo o mais, mas imagino que um “patético” no ouvido cause mais dor que um soco na cara, porque o soco um gelinho até que resolve (na maioria das vezes)… mas como por gelo no ego?

O tempo até vai curar isso, e qualquer outra coisa na real, mas nem por isso torna o ouvir menos doloroso.

Texto: F. Garrido

Ao som de Nevermind (Nirvana)

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Sampa é redução de palavras

Tudo começou com um convite inocente. Bora pra Benê? Mas bateu pesado. Que mané Benê, filho. Filho não, na verdade irmão, que queria comprar uns pratos novos pra sua bateria e dar um rolê pela praça Benedito Calixto. Irmão que também é especialista em absorver culturas e, apesar de manter um ou outro sotaque lembrando Pernambuco, já tá mais paulista do que qualquer outra coisa. Tanto é que não só aprecia uma caminhada pelo bairro de Pinheiros, na região das lojas de instrumentos, como até já manda um “benê”. E é isso que doeu.

Nós paulistas somos bons nesse negócio de economia de linguagem. Economia mesmo. Pra que usar uma palavra, se as primeiras (ou até só a primeira) sílabas já resolvem? Os nomes ganham logo as versões carinhosas: ma, ju, fa, bru, ne, pa, ta – e nem os mais problemáticos causam dor de cabeça – glória vira gló mesmo (quem liga pro som, que é feio?) e jéssica vai pra jé (quem liga pro som, que é feio?). Depois das pessoas, o mundo. Tudo entra no jeitinho paulista, gente que come na padoca, pega carona com o motora, passeia sussa pelo parque e, se pá, compra umas coisas na Benê. Tomando uma breja.

Os cariocas levam a fama de malandros, do “pa tropi boni por naturê, mas que belê”. O Jorge Ben até que tentou, mas aposto que o arsenal de palavras ia ser maior se tivesse aqui. Além do mais, naturê, boni e pa tropi ninguém fala, teve que inventar. No ranking geral das malandragens porém, o Rio vai estar no topo, só o sotaque já garante, não se preocupem, cariocas. Já em Sampa é onde pega o jeito twitter de ver a vida.

Ouvir uma dessas nossas reduções é doloroso. Depois, incomoda um pouco. Então, vira comum, mas estranho. E logo entra no seu repertório; o tempo vai passar e lá estarei eu falando da benê isso, a benê aquilo. E com a pressa que todo mundo tem (e aumentando), o jeito paulista vai virar obrigação, condição fundamental de conversa. Não vai dar tempo de dizer BENEDITO CALIXTO. Os nomes, como F. Garrido antecipa, vão virar as iniciais. A comunicação vai ser quase um código morse. Duas respiradas e um A, F rolê benê, sussa. Vai ser assim.

– em tempos de correria, o esquema também vai ser nanoblogging, que nem mostra o vídeo.
– “sampa” ofende que nem “benê”.

checked ✓

Estava vendo no Terra uma lista de 11 coisas que todo homem tem que fazer antes de morrer. Listas assim são tipo meio guilty pleasure musical, não? Eu leio a chamada, meu cérebro processa e lança a primeira coisa automaticamente na minha boca, que por sua vez balbucia baixinho: idiota.

Mas como todo guilty pleasure, o que eu faço? Clico no link e leio a porra da lista.

1. Tenha um reputação — fuck … alguém disse pra alguém que eu gosto de sangue e isso se espalhou, o que quer que gostar de sangue possa significar. Tem também a fama de born to be wild no volante, mas essa também é mentira. Fora essas não sei. To aceitando alguma eu acho então.

2. Saiba os diálogos de pelo menos um filme de macho de cor — Star Wars conta?

3. Colecione algo — século XXI, tenho todas as coleções do mundo a um clique de distância

4. Saiba pelo menos fazer um prato bem — se churrasco contar to de boa.

5. Faça sexo em local público pelo uma vez na vida — ok, você venceu, batata frita.

6. Salte de pára-quedas — curioso que eu estava falando disso 2 minutos antes de ler isso, juro. Falei “quero fazer algo diferente da vida amanhã, não quero ir trabalhar, acho que vou pular de pára-quedas”. Claro que eu não fui, até porque outro dia fiz uma mini-pesquisa e essa porra custa caro,…mas um dia eu vou.

7. Tenha uma noite de sexo com uma estranha — contando a minha dificuldade em conhecer pessoas, fudeu. Mas ok, o trânsito tá ai pra isso.

8. Dê seu lugar para uma mulher em transporte coletivo — qual era o bom busão? Terminal Pirituba X 455?

9. Seja bom um jogo não considerado um esporte — Winning Eleven e War… Uhu! Fuck, coisa estúpida.

10. Proporcione um legítimo orgasmo a uma mulher – ✓

11. Faça uma lista de 11 coisas blablabla — essa foi bem idiota.

O mundo é um tecido porque outro dia no banho (onde mais?) tinha pensado em fazer um post contando uma passagem da minha infância. Eu devia ter uns 11 anos sei lá, vai saber, quando numa virada de ano resolvi virar supersticioso e coloquei dentro um plastiquinho aquelas sementes de romã ou uva ou lentilhas com um papel com o que eu queria fazer até quando fizesse 18 anos.

Pois bem, esqueci na minha carteira, quando em um belo dia, voltando da gloriosa Galeria do Rock fui abordado por um assaltante com mais dois colegas meus. Enquanto tirava minha carteira para entregar lembrei do plastiquinho perdido no meio de tudo. Qual não é minha surpresa ao ver que tinha 50 reais dentro? Claro que o assaltante viu e queria os dinheiros pra comprar coca ou whatever. Fiquei na bad por causa dos meus pedidos e pedi com educação: ok, leva o dinheiro mas deixa o plastiquinho comigo? Ele tirou a nota, jogou o plástico em mim e saiu correndo. Nice! 50 dinheiros menos rico mas com meus pedidos em mãos!

Os anos passaram, a superstição também e um belo dia resolvi abrir aquele papel. Antes dos 18. As letras estavam apagadas e eu não lembro direito tudo que estava escrito, mas lembro de três coisas especificamente:

– conhecer novas pessoas/melhorar em falar com as pessoas — ok, talvez precise desse pedido de novo.

– arranjar uma namorada —

– aprender a tocar bateria — FAIL.

Sério, quem faz listas assim? Ainda mais uma lista de “pedidos”… não é a toa que não consegui fazer muita coisa contida nela. Ou será que foi porque eu abri antes dos 18? Oh fuck … me perdoe, genie in a bottle?

Texto: F. Garrido

Ao som de Rhythm, Chord & Melody (The Reign Of Kindo)

Teia do Clique Louco

Até uns 5 anos atrás eu não tinha nem computador no meu quarto. Não porque eu enriqueci de lá pra cá, mas na época não parecia que fazia muito sentido. Eu tinha entrado na faculdade mas se precisasse usar pra fazer um trabalho eu usava o computador da casa, que fica no quarto do meu irmão. 

Mas ok, minha mãe resolveu me fazer mais um agrado (thanks) e comprou um computador pro meu quarto. Escrevia então os trabalhos no meu quarto, ouvia minhas músicas no meu quarto. Sei lá, tudo meio ok ainda. 

Passou o tempo e daí surge a questão “já que tenho esse PC aqui porque não conectá-lo a internet?”. Bora então correr atrás do roteador pra ver se rola. Receptor wireless e o show todo. Hoje em dia eu tenho um computador, meu irmão tem o dele, meu pai um note e minha mãe um dela também. 

Foda é que quando você se conecta, já era. MSN, torrents, orkut, email, blogs, twitters. Tudo isso vai crescendo e cada vez fica mais fácil se prender na teia dos cliques loucos. São quase 3h da manhã e de produtivo eu não estou fazendo nada. Poderia estar dormindo, mas cá estou. Acabei de ler uma parada muito interessante sobre reanimação, cachorros de duas cabeças e o cacete a 4. 

Estou meio que reclamando da internet, como você pode ver. Mas sei do valor imenso dela. Pelo menos pra mim. Ela é genial no sentido de que ela te dá muita referência e conteúdo. Alguns podem reclamar e falar “mas pra que adianta saber sobre cachorros de duas cabeças?”. No momento, além do fato de ser muito legal e ter vídeos bacanas de 50 anos atrás feitos na URSS, não me serve em absolutamente nada, afinal eu gosto de cachorros e não quero vê-los sofrendo e não sou biológo ou geneticista ou doutor frankstein, mas tenho fé (e uma leve certeza) de que algum dia esse referencial me será útil numa conversa. Vou conquistar a simpatia de alguém com essa referência… ou não, quem sabe?

Como diz uma amiga: “do mal de não ter o que falar você não vai sofrer”. Ok, tudo bem que isso é parcialmente verdade somente, afinal outros fatores te fazem ficar sem falar, mas eu me sinto bem ao encostar a cabeça no travesseiro e pensar “caralho, posso iniciar uma conversa falando sobre os cachorros de duas cabeças, as pessoas vão falar que é mentira, mas eu tenho conhecimento pra falar que é verdade! nice!”.

Tem pessoas que sussa, conseguem viver normalmente sem estarem presos à internet. Não é nem uma questão de tecnologia. E mesmo esses referenciais vão eventualmente chegar a elas, porque os links são foda, cara, eles chegam aonde tem que chegar, acredite em mim. Pode chamar de destino, pode chamar de mundo-tecido, pode chamar do que quiser, mas eles vão chegar. 

Pode parecer pouco pra alguns mas pra mim isso vale alguma coisa. Eu gosto do Seinfeld e sua imensa cultura inútil por exemplo, serviu pra ele pegar a Elaine e umas outras 50 minas durante a série toda. Gosto das Lorelais e suas infinitas referências pop por exemplo. E gosto de ler sobre cachorros, gatos, pessoas, zumbis, todos com duas ou mais cabeças. Mesmo que isso seja idiota agora. 

Acho que resumindo, eu tenho fé nos cliques loucos. Porque se não tivesse eu seria apenas um idiota exercitando minha leitura e minha força do dedo indicador. 

Por isso, valeu, Tim Berners-Lee (a.k.a inventor da internet).

Texto: F. Garrido

Ao som de Grand (Matt & Kim)

It’s my birthday too, yeah.

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Esse foi um dos primeiros scraps que recebi de parabéns. Deu meia noite, já é seu aniversário. Gosto do noção de tempo em que o amanhã é só depois que eu durmo e acordo. Em tempos de orkuts, é ainda mais fácil aparecer uma mensagem te parabenizando por mais um ano vivo logo nos primeiros minutos do dia. Sempre preferi o “feliz aniversário” ao parabéns. O scrap dela, com um toque de gênio, desenvolve esse conceito aí e joga até magia no seu grande dia. Brigado, Marília, achei muito bom!

Foi mal por ter que discordar de algumas coisas. Não vivo tanto essa magia que você disse e nem acho MEGA LEGAL. Não que seja uma daqueles loucos que preferem se enfiar no quarto e torcem logo pro dia passar, não odeio fazer aniversário, mas tá bem longe de ser mega legal. Mega legal é… strogonoff com batata palha. Vou dormir daqui a pouco e fico com um pequeno “oh fuck” em mente. Pra jogar a frescura logo: não gosto de atender telefonemas, fico sem graça em insistir no obrigado, obrigado, obrigado e… só. É um dia de foco extra em você.

Um outra inconveniência é o trampo de promoter que cai nas suas costas. E ai, vai fazer alguma coisa? Se demoro mil anos pra escolher o tipo de cerdas que quero para a minha próxima escova de dentes (e cor, e tamanho, e formato – fio dental com ou sem cera? menta? super poder 02?), imagina decidir um evento. Marília, quer pegar esse freela? E saber quem convida, que horas marca, quem vai mesmo; um pergunta do outro, um critica o som, outro critica a marca da cerveja.  Misturar grupos de amigos nunca dá certo. Você mesmo, Marília, não foi com a cara do Filipe, que é brother. E olha que não são grupos como bancários x pagodeiros. Mais o estresse de ficar um pouquinho de cada ponta da mesa, certificando-se que todo mundo tá se divertindo. Esse ainda é o passo dois, quando você já passou da fase “será que ninguém vem?”.

Por isso, não costumo arrumar grandes coisas no meu aniversário. Fora o dia em que fiquei escondido embaixo da mesa com medo de um palhaço estúpido, não lembro de histórias monumentais também. Só dos outros. O F. Garrido me contou agora um dia que um tio morreu no dia do seu aniversário.  E Luciano já faltou ao próprio churrasco de comemoração porque nem sabia que era em sua homenagem.

Tem lá as brincadeirinhas com o número 24, dessas que você escuta desde pequeno, mas fazer o que? Vamo aí, aniversário, amanhã somos nozes, só vendo qual é a dessa magia. Acho que o negócio é que sou obrigado a fazer um papel que não gosto. Seja no campo dos organizações ou dos obrigados. Como jogar na meia direita, se sou atacante? Mas todo mundo quer ir pro jogo, e não ficar esquentando o banco de reservas. Marília, brigado pelas felicitações mais uma vez, aparece a noite, chama o Vitor. Beijo

Duas ideias legais

Parágrafos soltos sobre algumas coisas que me chamaram bastante a atenção nesses últimos dias.

Primeiro foi meu pai, sempre ele, que curte falar sobre inovação, geração de ideias, brainstorm e os primeiros anos de São Paulo (não que ele estivesse lá, nem que seja paulista). Mas essa de agora veio do lance inovação. Contou a história de um mano qualquer de um estúdio foda de design – foi mal, não lembro os nomes, talvez volte aqui pra completar – que tinha uma gaveta de coisas legais. Se ele via uma cor interessante numa camiseta, jogava na gaveta, uma foto boa de um carro, rasgava da revista e colocava lá, uma imagem de abajur com um formato sexy, gaveta. Assim, criou um espaço de referências, sem saber direito onde ia usar, e que estavam sempre ali do lado. Legal, né? Tô pensando até em fazer uma parada do tipo, não sei se com fotos, não se se virtual ou a boa e velha gaveta mesmo. Se bem que não ia curtir rasgar uma revista que achei interessante.

O problema é dar certo num tempo em que muitas dessas referências legais estão em algum site, são vídeos, são algum efeitinho sonoro, sei lá. Os favoritos do Firefox servem um pouco pra isso, meio desorganizado só. Não é o melhor jeito.

andygilmore
A outra ideia curiosa é escrever cartas para seu futuro filho. Isso é o que faz a Kátia Lessa – essa tá mais fácil de achar o nome – que até publicou a última que escreveu na revista Tpm. Voltando pro low tech, o esquema é guardar pilhas de papéis contado causos interessantes da sua vida. Divertido também poder contar as histórias quando elas aconteceram, diferente de só lembrar anos depois. Será que um filho meu vai entrar aqui no blog e ler minhas experiências de mudança, por exemplo? E aí, fi-lhoo/a, beleza, manoo?

Ahn, escrever pro futuro filho, deixando uma linha em branco para completar com o nome dele, é um pouco demais. Ou só algo que não vou fazer. Não deixa de ser interessante, de qualquer modo.

2+2=4 no banho

O tempo livre é uma faca de dois gumes. Pelo menos pra mim.

Vou completar tipo 40 horas sem sair de casa. Casa paralisadora! cantariam pra mim se eu estivesse em um Jogos Universitários ou coisa do tipo. É mais ou menos isso mesmo. Quanto mais passa o tempo mais preso você fica a sua cama (que obviamente, ficará com o cheiro de cama do mal), ao seu computador, ao seu twitter, ao seu blog, ao seu orkut, à programação de filmes e séries da TV.

Podia ter usado esse tempo pra matar coisas pendentes, tipo o TCC, tipo escrever coisas, tipo pesquisar aquilo que sempre falo que vou pesquisar, descobrir alguma coisa nova, mas não. Meu tempo foi gasto vendo uns mil episódios de Friends e Seinfeld, reassistindo Juno, vendo como se virar numa savana africana no Discovery Channel. Esse tipo de coisa, sabe?

Ao mesmo tempo a reflexão que 40 horas em casa trazem pra você é algo realmente revelador, de certo ponto. Pude tomar vários banhos, e água caindo sobre mim aparentemente é tipo mergulhar num poço de autoconhecimento. Quando estava na escola, as respostas para os problemas escolares, fossem eles os exercícios de trigonometria ou as brigas nas amizades, sempre viam durante os minutos sagrados de banho. Cansei de ligar pra pessoas para resolver pendências enquanto ainda estava molhado e de toalha, e cansei de escrever no vidro do box a resolução do problema com os ângulos obtusos e os bloquinhos de física mecânica.

Saí do colégio e pronto. Nunca mais a resolução de problemas matemáticos, químicos, biológicos ou físicos vieram mais. Quem dera também, afinal, estudar é algo inexistente nos últimos 4 anos. Mas de vez em quando durante os banhos ainda tenho os insights sobre a minha própria pessoa.

E pude perceber por exemplo que devo lidar melhor com o meu tempo em casa, na dinâmica das relações intrafamiliares, embora muito ache que depois de 23 anos as coisas estivessem bem estabelecidas. E também que os padrões na vida são muito influenciados pelo ambiente em que vivemos, todos os padrões. Desde o tipo de relação que se faz com as pessoas até os sempre existentes padrões amorosos. Isso vai render uma pesquisa sobre complexos de Édipo e coisas do tipo, que sempre é citado mas quem que de fato conhece essas coisas, não é mesmo?

Fuck. Ok, foram insights genéricos… Mas pelo menos o banho foi bom.

Texto: F. Garrido

Ao som de Inferno (Motörhead)