Highway of hell

Trânsito é uma grande e enorme merda. Mas é algo com o qual a grande maioria de nós está acostumada, eu acho. Particularmente o que me fode a vida é morar longe do lugar de trabalho.

Quando o horário de expediente é camarada, beleza. Sair de casa depois das 10h nem é tão foda assim, embora mesmo assim 50 minutos é o tempo mínimo que o trajeto ZL-ZO demora num dia de semana sem chuvas ou mortes nas ruas.

Fazia tempo que não saía de casa antes das 8h da manhã e pude relembrar do verdadeiro martírio que é esse horário do inferno. Mas esse post não versará sobre o caos no trânsito, nem sobre as pessoas que não dão seta, nem sobre as multas, mas sim sobre o tempo dentro do seu carro/moto/ônibus/bicicleta/pogobol e o que pode ser feito para não se matar no próximo poste de luz que encontrar pela sua frente.

Logo quando tirei a carta para dirigir, a emoção de ter as mãos no volante e tudo o mais acabava suprimindo o inferno do trânsito. Tudo era uma beleza “porque agora eu sou motorizado”, pensava ingenuamente. Mal tinha eu me realizado que a insatisfação nos domina muito mais rapidamente do que pensamos.

Logo veio o stress. Ler coisas, tipo livros e jornais não rolou. Rádio não rolou. A próxima solução foi arranjar um jeito que toda a minha biblioteca musical estivesse sempre ao meu lado, para que assim as horas de tédio fossem preenchidas com algo legal. Dois iPods e quase 100 GB de música depois estou sempre no mesmo lugar. Pensando que deveria ter saído mais tarde e blablabla.

A verdade é que o melhor remédio pra isso são as companhias. O bate-papo no carro sempre suprime as coisas chatas, mas não temos tudo o que queremos 100% do tempo nessa Terra, portanto a única coisa a fazer é criar jogos mentais, para te entreter, mesmo que pareça um idiota os fazendo.

Aposte corrida contra você mesmo. Qual o problema? Se você bater seu próprio recorde ainda ficará feliz! Ou então contra aquele idiota do Audi A3 batido que te cortou na saída da Radial Leste. Ou siga (até onde o seu caminho lhe permitir) algum(a) moço(a) que te agrade, mesmo sabendo que nada vai acontecer (se bem que isso pode acontecer, mas daí é outra história).

A minha distração de ontem foi “seguir” uma business girl, de terninho e óculos escuros, que pilotava um tosco possante Classe A azul. Não era qualquer azul, era tipo azul 100% azul, daqueles que você pensa “ela só pode ter ganhado esse carro pra andar com ele”. Mas isso não importa. A distração funcionou.

Desde a Radial até a Heitor Penteado era o Classe A azul e o Fox preto contra o mundo.

Ela ficou pra trás depois. Ou parou no seu destino final. E eu nunca mais a verei, mas mesmo assim, valeu moça! Keep rollin’ !

Texto: F. Garrido

Ao som de Ladyhawke (Ladyhawke)

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2 responses to “Highway of hell

  1. Flertar no trânsito é curioso… seeei… sei de novo! rs
    Eu, particularmente, acho que a maior diversão no trânsito é atirar “estrela ninja” nos coleguinhas ;)(

  2. 1. Xaveco no trânsito é ótimo. Afinal pq vc acha que as minhas 2 caixinhas de cartão estão acabando?rs
    2. Como ngm comentou das frases com placas de carro? DTS!! Genial…
    3.A referência ao pogobol é smp importante. Tente pegar o circular na usp as 8 da manhã… vc com certeza preferiria pogobol/patinete/patins/catavento e afins…

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